Curso de Música «Arsis»
 Perguntas e respostas
 baseado no trabalho
“Teoria e Grafia da música” à disposição no site www.stephan.mus.br

Cláudio Stephan e Clarisse Faucon Stephan

 

Índice do “Teoria e Grafia da música”

Apresentação e objetivo
Introdução
Notação do sistema musical ocidental (escalas)
Capítulo 1 - som musical:  denominação e sua grafia
Capítulo 2 - origem, composição e afinação da tonalidade ocidental
Capítulo 3 - introdução à formação gráfica das escalas diatônicas Maiores
Capítulo 4 - formação gráfica das escalas diatônicas Maiores com sustenidos
Capítulo 5 - formação gráfica das escalas diatônicas Maiores com bemóis
Capítulo 6 - observações práticas, e, outros sinais diatônicos
Capítulo 7 - escalas diatônicas Maiores com dobrados sustenidos e dobrados bemóis
Capítulo 8 - relação entre dois ou mais sons
Capítulo 9 - graus tonais e graus modais
Capítulo 10 - escalas diatônicas modos menores
Capítulo 11 - escalas relativas e escalas homônimas
Capítulo 12 - armadura de clave das escalas diatônicas -  modos menores
Capítulo 13 - consciência sonora dos fenômenos sonoros estudados
Capítulo 14 - ciclo tonal
Capítulo 15 - escalas cromáticas
Notação da duração do som e do silêncio
Capítulo 16 - grafia da duração do som  e do silêncio
Capítulo 17 - modificação da duração das figuras e pausas
Notação do sistema métrico musical
Capítulo 18 - motivo
Capítulo 19 - compasso simples
Capítulo 20 - compasso composto
Capítulo 21 - outros tipos de compasso
Notação dos andamentos
Capítulo 22 - notação dos andamentos
Notação das repetições
Capítulo 23 - notação das repetições
Notação da dinâmica
Capítulo 24 - notação da dinâmica
Motivo, arsis e thesis, impulso e repouso relativo, tempo, contratempo, agógica e articulações.
Capítulo 25 - momênto tônico
Capítulo 26 - tempo - contratempo - síncope
Capítulo 27 - Agógica - acento agôgico - notação das diferentes articulações
Capítulo 28 - Relação melódica: "ascendente" e "descendente"; Relação harmônica
Relações entre os sons ( intervalo )
Capítulo 29 - Relação tonal, relação politonal; Relação diatônica (relação tonal); Relação cromática e inarmônica (relações politonais); Ângulos de análise
Capítulo 30 - "Amplitude" das relações
Capítulo 31 - Sensação psico - fisiológica das relações; Consonância; Dissonância; Batimento; Afinação, desafinação
Capítulo 32 - Realização das relações
Capítulo 33 - Uma pequena história da música - Hugo Riemann
Glossário I - origem da escala – grafia do som – notação do sistema musical ocidental
Glossário II- grafia da duração do som e do silêncio, e, grafia do sistema métrico musical
1
Glossário III - grafia: da articulação – da dinâmica – da notação das repetições – dos andamentos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Introdução e Objetivos Gerais

Aprendizado da música como comunicação sonora

 

O que é comunicação?                

É o ato de transmitir uma mensagem.

Como se dá?   

No reino animal a comunicação se dá pelo pensamento fragmentado. Exemplos: nos insetos - dança da abelha;  nas aves em seu canto; nos mamíferos - latido dos cães; silvos dos golfinhos.

Nos seres humanos  a comunicação se dá pelo pensamento contínuo, através da:

comunicação visual

a)    Mímica: sinais através do corpo; braços; dedos; leitura de lábios, olhos.

b)    Codificada: figuras; ideogramas; letras; sílabas e palavras.

c)    Táctil: sistema Braile para cegos; carícias e afagos.

Comunicação sonora com captação auditiva:

a) Comunicação falada - idiomas

b) Comunicação cantada - através de onomatopéias ou idiomas - ou através de sons dos instrumentos musicais.

O que é música?

É uma mensagem sonora organizada pelo:

ritmo e ou melodia e ou harmonia; e ou contraponto.

instrumentalizada e ou cantada.

Como pode ser sentida?

1 - Pelo instinto e sentimentos - chamaremos de: música sensação.

2 - Pelo entendimento chamaremos de: música percepção.

O que precisa para ser apreendida?

Conscientização e domínio do tempo.

Conscientização e domínio do som.

Coordenação motora.

Concentração.

Disciplina e Motivação.

 

Objetivos específicos

Quando nos perguntamos: quais são as principais condições para se aprender música?
a memória auditiva (lembrança de sons), a memória mecânica (técnica instrumental) e a memória visual (reconhecimento do código).
Como adquiri-las?
Seguramente respondemos: ser dotado ou adquiri-las através de (muito) estudo e dedicação.
Começamos nosso estudo com estes 3 itens: domínio do tempo; domínio do som e coordenação motora, em seguida abordamos a origem e reconhecimento da grafia do código musical onde a memória visual vai atuar.
 Paralelamente incentivamos a técnica de percussão onde a leitura e execução de motivos rítmicos, e, a leitura de notas cantadas (solfejo), desenvolvendo a tessitura do aluno (uma oitava e duas notas).
Alunos e profissionais, com boa memória auditiva, preferem informar-se e assimilar a música pelo senso auditivo, o chamado “tocar de ouvido”, tornando esta atitude quando única, o principal obstáculo para o reconhecimento do imenso repertório musical codificado.
Observa-se e constata-se muita dificuldade na associação entre a música executada e sua grafia porque :
a arte musical executada é acústica, aérea, invisível e condicionada ao tempo, e,
a arte musical codificada (partitura) é silenciosa, espacial com caracteres estáticos.
Não há nada de mal em "tocar de ouvido", pois a maioria dos músicos assim o faz.
Mas, com o desenvolvimento da
memória visual (leitura do código), aliada à
memória auditiva (a mais importante delas), e à
memória mecânica (técnica instrumental), o músico* aumenta em muito a abrangência de sua atuação nesta arte de perturbação aérea e temporal, por esta razão vale a pena o esforço.
*O músico pode ser:
instrumentista
(solista ou fazer parte de um conjunto folclórico, popular e ou erudito)
compositor
arranjador orquestrador
regente
Acrescentamos atividades periféricas tais como:
copista; afinador; construtor e reparador de instrumentos.
Cada destas atividades podem  ser realizadas individualmente ou interligadas, por exemplo:
instrumentista e arranjador
compositor
e instrumentista
regente
e instrumentista
compositor
e regente (eis aqui a figura do Maestro)

 

Introdução

A música como comunicação sonora

O que é comunicação?                

É o ato de transmitir uma mensagem.

 

Como se dá?   

No reino animal a comunicação se dá pelo pensamento fragmentado.

Exemplos: insetos - dança da abelha;  canto das aves; mamíferos - latido dos cães; silvos dos golfinhos.

Nos humanos se dá pelo pensamento contínuo usando duas comunicações visuais:

1 - Mímica: sinais através do corpo; braços; dedos; leitura de lábios.

2 - Codificada: figuras; ideogramas; letras; sílabas e palavras,e , a comunicaçãoTáctil - sistema Braile para cegos; carícias e afagos.

Comunicação sonora com captação auditiva:

a) Comunicação falada - idiomas

b) Comunicação cantada - através de onomatopéias ou idiomas - ou através de sons dos instrumentos musicais.

 

O que é música?

É uma mensagem sonora organizada pelo:

ritmo e ou melodia e ou harmonia; e ou contraponto.

instrumentalizada e ou cantada.

 

Como pode ser sentida?

1º Pelo instinto e sentimentos - chamaremos de: música sensação.

2º Pelo entendimento chamaremos de: música percepção.

 

 

 

 

 


 

 

Índice de Matéria

perguntas e respostas

 

 

1 - O que é tempo?

2 – O que é pulsação, ritmo, metro, pé?

3 - O que é subdivisão de tempo?

4 – Em música o que é unidade de tempo?

5 - O que é unidade de tempo simples e unidade de tempo composta? dê um exemplo.

6 - O que é ponto de aumento e para que serve?

7 – O que é figura simples e figura composta?

8 - Quantas subdivisões praticamente pode-se usar na unidade de tempo?

9 - O que é articulação ou som articulado em música?

10 - O que é figura, e pausa, e quais você conhece (nome, número e duração)? Faça o quadro das figuras e pausas denominando em idioma latino, inglês e alemão. Faça o quadro com as figuras e pausas menos usadas. Para cada figura e sua pausa correspondente há um número representativo e uma duração relativa. Faça o quadro.

11 – O que é duração relativa das figuras?

12 – Há a possibilidade de obtermos um quadro com todas as combinações resultantes da subdivisão da unidade de tempo simples e composta?

Quadro de todas as combinações de subdivisões – 2; 3; 4; 5; 6; 7 e 8 – de uma unidade de tempo simples e composta.

13 - Qual a parte forte das subdivisões da unidade de tempo?

14 - Quais a(s) parte (s) fraca(s) das subdivisões da unidade de tempo?

15 – O que é tonicidade em música? Qual o tempo tônico (forte) dos compassos? Onde deve ser grafado?

16 - Quais os tempos não tônicos (fracos) dos compassos?

17 – Qual a mímica, ou ainda, como o regente “bate” compassos de 2, 3 e 4 tempos? (desenhe com flechas)

18 –  Por que a semínima é usada geralmente como padrão de unidade de tempo?

19 - Como posso escrever um acelerando ou desacelerando de sons com figuras?

20 - O que é “fermata”? Desenhe três tipos.

22 – Como seria a abreviação de pausa por vários compassos?

23 - O que é compasso?

25 - O que é compasso simples?

26 – Como se deve entender a fórmula de compasso do compasso simples?

27 – Quantas combinações são possíveis das fórmulas de compasso dos compassos simples?

28 – Quais os compassos simples mais usados?

29 – Como se dá a divisão e soma das U.T. nos compassos?

30 – O que é unidade de compasso?

31 – Indique outras grafias de fórmulas de compasso simples?

32 - O que é compasso composto?

33 – Como construir um compasso composto?

34 – Como se caracteriza um compasso simples e composto?

35 – Como é a fórmula de compasso dos compassos compostos? Defina fórmula de compasso.

36 – Dê todas as possibilidades de compassos compostos e suas fórmulas.

37 – Quais as fórmulas de compassos compostos mais usadas?

38 – Como se processa a unidade de compasso do compasso composto?

39 – Dê outras indicações de fórmulas de compasso do compasso composto.

40 – Há correspondência entre compasso simples e composto?

41 - O que é compasso misto?

42 - O que são agrupamentos de compassos para a formação de um único vocábulo?

44 - Qual a parte forte das subdivisões dos tempos dos compassos?

45 - Quais a(s) parte (s) fraca(s) das subdivisões dos tempos dos compassos?

46 - O que é síncope e contratempo?

47 – O que é motivo?

48 – Faça um paralelo entre a linguagem falada e a linguagem musical. O que as duas têm em comum, e, o que as duas não têm em comum?

49 – Dê palavras faladas de 1, 2, 3 sílabas, e polissílabas que se identificam com os motivos de 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 tempos.

51 - Quais os tipos de barras de compasso que existem?

53 – Como pode o código musical indicar que um trecho de música deva ser repetido? Demonstre os códigos das repetições em música.

Além de outras indicações existem barras que indicam repetição:

54 - O que é espaço?

54 - O que é som e o que é silêncio?

55 - O que é vibração?

56 - O que é som : “grave”; “médio”; “agudo”?

57 - Qual a diferença entre som e ruído?

58 - O que é som conjunto? O que é som disjunto?

59 - O que é relação e ou “intervalo” entre dois sons?

60 - O que é nota?

61 -  Nomeie as notas que você conhece, na forma latina e por letra. O que são sinais diatônicos ou acidentes?

62 - O que é pauta?

63 - O que é linha suplementar (inferior e superior)?

64 - O que é pentagrama?   O que é clave? Para que servem as claves? Quais você conhece? Faça o desenho e nomeie.

65 – Qual a extensão ou gama dos sons musicais?

66 - Como são divididas e classificadas em música as regiões graves médias e agudas dos sons musicais? O que é tessitura?

67 – Como se classificam as vozes musicais?

68 - Explique  que as notas não sofrem alteração de lugar na pauta. Faça o quadro das pentagramas com as devidas claves localizadas na pauta de 11 linhas.

69 -  Localize as notas que deram origem às claves.

70 – Divida e extensão sonora em blocos de oitavas no teclado do piano de concerto.

71 - Como seriam as notas nas claves mais usadas?

72 - O que é tom e semitom?

73 – De quantos semitons é formado um tom? O que é semitom cromático e semitom diatônico?

74 - O que é relação diatônica e o que é relação cromática?

75 - O que significam as palavras: diatônico; cromático e enarmônico; tonal, politonal e atonal?

76 - O que é tetracorde?

77 - O que é escala? O que é  escala “ascendente” e “descendente”?

78 - O que é escala diatônica?

79 – Como é constituída a escala diatônica Modo Maior modelo para grafia de todas as escalas diatônicas Maiores?

80 - Descreva a formação gráfica das escalas diatônicas Maiores.

81 – Descreva a formação gráfica das escalas diatônicas Maiores com sustenidos.

82 – Explique a formação das escalas diatônicas de Dó Maior e Sol Maior.

83 – A partir da pergunta No.82 faça o quadro das escalas diatônicas  Maiores com sustenidos.

84 - O que é nota característica?

85 – Faça o quadro das escalas diatônicas Maiores com sustenidos determinando a nota característica.

86 - Formação gráfica das escalas diatônicas com bemóis

87 – Descreva a grafia e formação das escalas diatônicas dóM e fáM.

88 – A partir da formação da escala de FáM faça o quadro das escalas  diatônicas Maiores com bemóis.

89 – Faça o quadro das escalas diatônicas em bemóis e suas respectivas notas características

90 - Faça o quadro completo com armadura de clave das escalas diatônicas Maiores com bemóis e sustenidos.

91 – Qual a posição da tônica 1º grau das escalas em relação à armadura de Clave?

92 – Qual a seqüência de tônicas na formação física das escalas diatônicas?

93 - Qual a relação entre os sustenidos e bemóis das armaduras de claves das escalas diatônicas?

94 – Qual a seqüência de tônicas e sinais diatônicos na formação física das escalas diatônicas?

95 - Existem escalas diatônicas Maiores com dobrados sustenidos e dobrados bemóis?

96 – O que são graus tonais, e, qual o seu uso?

97 – O que são graus Modais e para que servem?

98 - Por que a denominação “menor”?

99 – Qual  diferença entre e os modos menores.

100 - Quais a passos para a transformação da escala diatônica Maior em  modo menor?

101 – Transforme a escala diatônica Maior em 4 modos menores mais usados.

102 – Faça o quadro das escalas menores a partir da transformação da homônima Maior.

103 - Destaque a "relatividade" entre a escala Maior e a escala menor hipodórica, e explique como grafamos a armadura de clave das escalas menores.

104 - Apresente o quadro das escalas relativas.

105 - O que são escalas homônimas?

106 – Como grafar nas partituras as escalas menores harmônica, melódica e mista usando alterações ocorrentes de caracterizações destes modos menores?

107 – Qual a validade dos sinais diatônicos anotados nas armaduras de Clave?

108 – Qual a validade dos sinais diatônicos ocorrentes, ou seja, que aparecem no decorrer da partitura?

109 – Qual a novidade na grafia dos sinais diatônicos?

110 - O que é escala cromática?

111 – Como se grafia comumente a escala cromática, ou seja, sem observar as leis da tonalidade Ocidental?

112 – Quais as normas devemos observar para grafar a escala cromática com as características da escala diatômica?

113 – Fazer quadro das escalas cromáticas nos tons Maiores.

114 – Fazer quadro das escalas cromáticas nos tons menores harmônicos.

115 -  O fenômeno físico da ressonância dá origem ao ciclo tonal natural que por sua vez constata  uma seqüência de baixos muito importante. Qual é esta relação e qual a seqüência “ascendente e descendente”.

116 – O ciclo tonal estético produto do ciclo tonal natural também constata  a vizinhança que uma escala diatônica tem em relação a uma outra escala diatônica situada em relação de 5a. "acima" e uma em relação de 5a. "abaixo", e mais suas relativas menores. Faça o quadro tendo dó Maior como centro deste ciclo.

117 – Para que servem estes ciclos tonais?

118 – Como se processa a modulação, mudanças de tom e modo na obra musical? Dê um exemplo.

119 – Como se chamam as modulações que se dão dentro do Ciclo Tonal?

120 – Faça o quadro dos ciclos tonais.

121 – Do que depende a evolução da arte musical?

122 – Qual a origem da escala diatônica Maior?

123 – Por que Tonalidade é diferente de  Tom?

124 – Dê exemplos de músicas com um Tom, com dois tons simultâneos - bitonalidade, três ou mais tons simultâneos - politonalidade e pretensa falta de tons – atonalidade.

125 - Explique funções e afinação de função dos graus de «movimento» e de «repouso» da escala diatônica Maior.

126 - Qual a origem da Música Tonal?

127 – Descreva cada grau de «movimento» e de «repouso» da escala diatônica com sua afinação de função.

128 - Descreva a resolução natural de cada grau da escala diatônica.

129 - O que é série harmônica?

130 – Qual a característica do ciclo tonal natural?

131 -  Qual a característica do ciclo tonal estético?

132 - Por que a afirmativa TODO SOM É UMA DOMINANTE?

133 - O que é repouso-relativo?

134 - O que é afinação de diapasão?

135 – Por que não se constroem instrumentos de som fixo com afinação de função?

136 - O que é afinação de diapasão?

137 – Qual a matéria prima da arte musical?

138 – O que é fenômeno da ressonância?

139 – Como se deu o desenvolvimento da arte musical?

140 – O que é ressonância?

141 – O que é ressonância simpática?

142 - O que é Série Harmônica?

143 -  Como se deu a evolução musical?

144 – Quais são os 8 primeiros sons da série harmônica do som fundamental Dó?Escreva em código musical.

145 – A série harmônica se apresenta sempre com as mesmas relações entre seus sons conforme o som fundamental?Qual é a relação entre os sons harmônicos?

146 – Qual é a constituição da série harmônica?

 

 

 

 

 

 

1 - O que é tempo?

Tempo – é a duração limitada das coisas - é a medida do movimento e da estagnação - medida de existência –– período – espaço de tempo decorrido entre dois acontecimentos – Período qualquer: espaço de tempo determinado ou indeterminado. Longevidade.

Tempo em música - medida usada para regular a velocidade  de uma música (andamento) e da duração do(s) som (s).

Medido pelo instrumento chamado metrônomo.

2 – O que é pulsação, ritmo, metro, pé?

São marcos sonoros que se repetem de tempos em tempos, periodicamente ou aperiodicamente: Ex.

Batimentos do coração;

Segundos, minutos, horas, anos, séculos.

Volta periódica dos acentos métricos do verso (poesia).

Em músicapulsação e ritmo são unidades temporais onde o(s) som(s) é (são) articulado(s) em um tempo convencionado (divisão ou soma do segundo) medido pelo metrônomo.

3 - O que é subdivisão de tempo?

Pode ser: a divisão da hora - uma hora se divide em 60 minutos e se subdivide em segundos.

A divisão em séculos, anos, meses, semanas e dias.

Em música - É a partição (fragmentação) da  unidade de tempo de um andamento convencionado no metrônomo.

Pode-se subdividir uma unidade de tempo em 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 ou mais partes.

Veja em unidade de tempo a grafia de todas as possibilidades de subdivisão da unidade de tempo simples e composta.

4 – Em música o que é unidade de tempo?

É um som, representado pela figura, ou, silêncio (representado pela pausa), que dura um tempo em qualquer compasso.

5 - O que é unidade de tempo simples e unidade de tempo composta, dê um exemplo?

Unidade de tempo simples é aquele que tem subdivisão binária: 2, 4, 8, 16, 32 e 64 etc partes.

É representado pela figura ou pausa sem ponto de aumento.

Unidade de tempo composta é aquele que tem subdivisão ternária, 3, 6, 12, 24 e 48 etc partes.

É representado pela figura ou pausa com ponto de aumento.

6 - O que é ponto de aumento e para que serve?

Um ponto ao lado de uma figura ou pausa aumenta mais metade de sua duração. Um segundo ponto aumenta mais metade do primeiro ponto.

7 – O que é figura simples e figura composta?

Figura simples é aquela sem ponto de aumento.

Figura composta é aquela acompanhada de ponto de aumento.

8 - Quantas subdivisões praticamente pode-se usar na unidade de tempo?

Praticamente de 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8.  Vide quadros de subdivisões.

9 - O que é articulação ou som articulado em música?

Articulação é o ato e forma mecânica de emitir um som musical.

Obtem-se um som articulado:

No canto - emitindo as consoantes e ou mantendo as vogais;

Nos instrumentos de percussão batendo palmas e pés, a mão ou baqueta na pele, metal e madeira;. friccionando a crina do arco em uma corda (Ex.violino); assoprando no bocal da flauta; vibrando os lábios nos bocais dos instrumentos de metal; fazendo vibrar a(s) palheta(s) do clarinete, oboé, fagote;

Dentre os vários tipos de articulação citamos:

- normal - emitindo a letra t com as vogais a,e,i,o,u formando as sílabas ta, te, ti, to tu; ( para alguns instrumentos).

- doce ou tratina - emitindo a letra d com as vogais a,e,i,o,u formando as sílabas da,de,di,do,du;

- ataque - pela letra T dinamicamente forte mais as vogais.

10 - O que é figura, e pausa, e quais você conhece (nome, número e duração)? Faça o quadro das figuras e pausas denominando em idioma latino, inglês e alemão. Faça o quadro com as figuras e pausas menos usadas. Para cada figura e sua pausa correspondente há um número representativo e uma duração relativa. Faça o quadro.

Figura sinal gráfico que representa a duração do som em música.

Pausa sinal gráfico que representa a duração do silêncio em música.

A figura é formada de até três partes: Cabeça;haste    e     bandeirola.

 Para cada figurapausa(s) correspondente(s).

Quadro das figuras e pausas

línguas latinas

inglês

alemão

figura

 

Pausa (s)

semibreve

 

whole note

Ganze note

 

mínima

half note

Halbe note

semínima

quarter note

Viertel note

ou esta nas            edições francesas

colcheia

eight note

Achtel note

 

semicolcheia

 

sixteen note

Sechzehntel note

 

fusa

 

thirty-second note

Zweiunddreissigstel-note

semifusa

sixty-fourth note

 

Vierundsechzigstel-note

 

                                                                                                                                      

figuras pouco usadas

Máxima

e sua pausa  

obs. :quando a pauta só tinha 4 linhas 

Longa      

e sua pausa 

Breve  

    e sua pausa   observem no quadro anterior que a pausa da semibreve é a metade superior da pausa da breve, e, a pausa da mínima sua metade inferior, já localizadas na pentagrama onde foi acrescentada uma linha na antiga pauta.

Esta próxima figura é moderna também pouco usada: 

quartifusa

e sua pausa

           

 

 

Para cada figura e sua pausa correspondente há um número representativo e uma duração relativa.

NOME

NÚMERO REPRESENTATIVO

DURAÇÃO

 

semibreve

 

1

maior duração

mínima

2

 

1/2 da duração da semibreve

semínima

 

4

1/2 da duração da mínima

colcheia

8

1/2 da duração da semínima

semicolcheia

 

16

 

1/2 da duração da colcheia

fusa

32

 

1/2 da duração da semicolcheia

semifusa

 

64

1/2 da duração da fusa

 

11 – O que é duração relativa das figuras?

Note-se que o número representativo é o número de figuras necessárias para preencher o tempo de uma semibreve.

Explicamos:

A qualquer tempo se atribuí normalmente à figura simples divisões em múltiplos de dois. Assim à semibreve, figura de maior duração na escrita atual, convencionou-se poder articular duas mínimas em seu lugar com metade de sua duração, ou ainda, quatro semínimas com um quarto de sua duração, oito colcheias com 1/8 de sua duração, dezesseis semicolcheias com 1/16 da duração da semibreve, trinta e duas fuzas com duração de 1/32 da semibreve e sessenta e quatro semifuzas com duração de 1/64 da semibreve;

No caso de atribuirmos qualquer tempo a uma mínima podemos articular em seu lugar duas semínimas com 1/2 da duração da mesma, quatro semicolcheias com 1/4 de duração cada, oito fuzas e por fim dezesseis fuzas;

Nesta mesma linha de atribuições, completamos um quadro de divisões proporcionais entre as figuras simples (sem ponto de aumento).

 

 

 Na figura composta se atribuí normalmente o múltiplo de três.

Assim .....

Convencionou-se podermos articular três mínimas com duração de um terço da semibreve pontuada; seis semínimas com duração de 1/6 da semibreve pontuada; doze colcheias com duração de 1/12 da semibreve pontuada; e nesta linha 24 semicolcheias; 48 fuzas e 96 semifuzas em lugar da semibreve pontuada.

No caso da mínima pontuada podemos dividi-la em três articulações com 1/3 de duração cada com a figura semínima; seis colcheias com 1/6 de duração; doze semicolcheias com 1/12 de duração etc;

 

 

 

12 – Há a possibilidade de obtermos um quadro com todas as combinações resultantes da subdivisão da unidade de tempo simples e composta?

Método de leitura de motivos rítmicos com as combinações de subdivisões – 2; 3; 4; 5; 6; 7 e 8 – de uma unidade de tempo simples e composta.

13 - Qual a parte forte das subdivisões da unidade de tempo?

A primeira.            

 

14 - Quais a(s) parte (s) fraca(s) das subdivisões da unidade de tempo?

Fora a primeira, as demais.

 

15 – O que é tonicidade em música? Qual o tempo tônico (forte) dos compassos? Onde deve ser grafado?

A tonicidade de um trecho musical é uma sensação notada psico-fisiológicamente, intrínseca às relações sonoras e às afinações de função dos motivos musicais, fato este que dá origem aos diferentes compassos.

Quanto aos acentos de caráter rítmico, alheios à tonicidade, fazem parte de articulação, dinâmica e interpretação e originam a dança e ritmos regionais.

O tempo tônico (forte) dos compassos é o primeiro tempo. Que deve ser grafado logo após a barra de compasso.

 

16 - Quais os tempos não tônicos (fracos) dos compassos?

Os demais. 2, 3, 4, etc.

 

 

 

17 – Qual a mímica, ou ainda, como o regente “bate” compassos de 2, 3 e 4 tempos? (desenhe com flechas)

                    2                          3                                         4

             

                                                         2                          2           3

 

              1                               1                                         1

Esta convenção é usada no mundo musical. Além destas, para 5, 6, 7, 8 até 15 tempos, podemos encontrar em bons livros de regência.

 

18 –  Por que a semínima é usada geralmente como padrão de unidade de tempo?

Porque ela possibilita um grande número de somas e divisões entre as figuras.

Por isso ela é usada como padrão em uma grande parte das partituras musicais ou seja a semínima com a duração de uma unidade de tempo, valendo um tempo.

 

 

19 - Como posso escrever um acelerando ou desacelerando de sons com figuras?

Usando subdivisões fora da convenção.

Ex. quando necessitamos executar três colcheias em vez de duas, tendo uma semínima como unidade de tempo.

Não usando à convenção da divisão uma unidade simples ou composta de 1 para 2 ou de 1 para 3 respectivamente, anunciamos as divisões fora do padrão com o número destas.

 

 

 

 

20 - O que é “fermata”? Desenhe três tipos.

Fermata - sinal que indica prolongamento da pausa e ou figura em até o dobro de seu valor de duração, ou até a satisfazer a necessidade de prolongamento dentro de um equilíbrio rítmico, melódico ou harmônico da música. A seguir três desenhos de fermatas; atribui-se maior duração à primeira:

20 – Como posso abreviar e ou repetir grupos de figuras para simplificar a “escrita” ou código musical?

Usam-se dois processos para abreviação de grupos de figuras:

1 - sobreposição de traços sobre figuras

2 - colocação de pontos sobre ou sob a cabeça das figuras

 

1 - sobreposição de traços sobre figuras -

dividido em dois grupos

 

 

 

 

 

 

a) semibreve, mínima e semínima.

abreas.jpg (37074 bytes)

abrevac.jpg (38515 bytes)

 

 

 

 

 

 

b) colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa.

abreviab.jpg (25323 bytes)

abrevbc.jpg (26799 bytes)

 

2 - colocação de pontos sobre ou sob a cabeça das figuras

abrevpto.jpg (9710 bytes)divide-se a figura pelo número de pontos.

Às vezes para enfatizar ou esclarecer a abreviação, usam-se os dois processos simultaneamente:

abrevpt2.jpg (4114 bytes)

 

outras abreviações:

Sobre duas ou mais notas diferentes:

 

abreviações de arpejos:

 

Linhas de oitava

linhas de 8a., e com oitava: c/ 8a.

Linhas de oitava indicam que o som real da nota está uma oitava acima ou abaixo da nota escrita, e, linhas "com oitava" indicam que se deve tocar juntamente com a oitava superior ou inferior.

 

22 – Como seria a abreviação de pausa por vários compassos?

A soma de vários compassos de espera pode ser indicada não mais como se fazia pelo séc. XVIII, mas por um traço cheio e o número correspondente de compassos. Ex.                               25                      compassos de espera.

 


No séc. XVIII somavam-se os tempos e colocam seu resultado em pausas das figuras Máxima Longa Breve e Semibreve.

 

 

 

 

 

 

 

23 - O que é compasso?

Compasso é a expressão objetiva do ritmo intrínseco na melodia.

Fazendo um paralelo com a linguagem escrita, compasso é a palavra musical codificada.

Na linguagem falada temos palavra monossílaba; dissílaba; trissílaba e polissílaba, em música, compassos de 2; 3; 4; 5;6; 7; 8; 9;  10; 11; 12; 13; 14 e até 15 tempos.

 

24 – O que é fórmula de compasso?

Fórmula de compasso: indica quantos tempos haverá no compasso e qual a figura que servirá de unidade de tempo. Colocada no início da partitura logo após a clave, ou, em qualquer trecho que houver necessidade de se indicar mudança do rítmo da obra.

25 - O que é compasso simples?

É aquele que tem como unidade de tempo uma figura simples.

Definição - compasso simples é aquele que tem por unidade de tempo uma figura simples, ou seja sem ponto de aumento. Apresenta como caráter principal uma subdivisão binária ou quaternária de seus tempos.

 

26 – Como se deve entender a fórmula de compasso do compasso simples?

O número superior da fórmula no caso 2 é = a quantos tempos terá o compasso; e o número inferior da fórmula no caso   4 é igual ao número representativo da figura (4 = semínima) a qual irá ocupar cada tempo.

27 – Quantas combinações são possíveis das fórmulas de compasso dos compassos simples?

Teoricamente todas estas combinações são possíveis:

2/1

2/2

2/4

2/8

2/16

2/32

2/64

3/1

3/2

3/4

3/8

3/16

3/32

3/64

4/1

4/2

4/4

4/8

4/16

4/32

4/64

 

28 – Quais os compassos simples mais usados? 

    

29 – Como se dá a divisão e soma das U.T. nos compassos?

Cada unidade de tempo pode ser dividida ou somada conforme a necessidade de grafia da obra a ser codificada.
Vide divisão das unidades de tempo simples e composta.

30 – O que é unidade de compasso???????????

Há que se considerar que compasso não é o que se encontra delimitado por duas barras, como é de crença corrente, e passando a considerar a maior possibilidade de motivo qual seja o propostético, por exemplo, o compasso de 2 tempos com unidades de tempo sem subdivisão terá como unidade de compasso a soma de três tempos: um anterior pro – o tempo tônico e o pós.

31 – Indique outras grafias de fórmulas de compasso simples?

4/4 é = a C.jpg (962 bytes)compasso «quaternário»

2/2 é = a Ccut.jpg (1058 bytes)

2 é = a 2/4  e 2/2

 

3 é = a 3/4

 

 

4 é = a 4/4

2minima.jpg (1222 bytes)é = a 2/2

3semini.jpg (1241 bytes)é = a 3/4

4semini.jpg (1196 bytes)é = a 4/4

32 - O que é compasso composto?

Compasso composto é aquele que tem por unidade de tempo uma figura composta.
Apresenta como caráter principal uma subdivisão ternária da sua unidade de tempo.

33 – Como construir um compasso composto?

Colocando uma figura pontuada como unidade de tempo nos compassos de 2, 3 e 4 tempos.

34 – Como se caracteriza um compasso simples e composto?

Tendo o compasso simples uma unidade de tempo simples, e o compasso composto uma unidade de tempo composta.

 

 35 – Como é a fórmula de compasso dos compassos compostos? Defina fórmula de compasso.

Fórmula de compasso: (colocada no início da partitura logo após a clave, ou quando houver necessidade de indicar mudança do ritmo da obra.)
A fórmula de compasso do compasso composto difere da fórmula do compasso simples.
A fórmula de compasso
do compasso simples se refere diretamente à unidade de tempo.
A fórmula de compasso
do compasso composto se refere à divisão das unidades de tempo, por exemplo, 6/8 significa seis colcheias sendo três para cada tempo, obtendo-se a unidade de tempo pela soma destas três figuras que preenchem o tempo: Exemplo no compasso composto de 2 tempos -   compasso 6/8

        

36 – Dê todas as possibilidades de compassos compostos e suas fórmulas.

Teoricamente todas estas combinações são possíveis:

6/1

6/2

6/4

6/8

6/16

6/32

6/64

9/1

9/2

9/4

9/8

9/16

9/32

9/64

12/1

12/2

12/4

12/8

12/16

12/32

12/64

37 – Quais as fórmulas de compassos compostos mais usadas?

38 – Como se processa a unidade de compasso do compasso composto?

Há que se considerar que compasso não é o que se encontra delimitado por duas barras, como é de crença corrente, e passando a considerar a maior possibilidade de motivo qual seja o propostético, por exemplo, o compasso de 2 tempos com unidades de tempo sem subdivisão terá como unidade de compasso a soma de três tempos: um anterior pro – o tempo tônico e o pós.

Observação 1:a unidade de compasso dos compassos compostos de três tempos necessita de ligadura. Soma-se 2 unidades de tempo e liga-se a terceira u.t. ao resultado das duas primeiras.

39 – Dê outras indicações de fórmulas de compasso do compasso composto.

6 é = a 6/8

 

 

 

9 é = a 9/8

12 é = a 12/8

6colch.jpg (1312 bytes)é = a 6/8

2semC.jpg (1325 bytes)é = a 6/8

40 – Há correspondência entre compasso simples e composto?

Musicalmente não há qualquer correspondência entre o compasso simples e o compasso composto, pois as características rítmicas são diferentes na subdivisão da unidade de tempo.

41 - O que é compasso misto?

É aquele que tem unidades de tempo simples e composta.Muitas vezes a cadência da melodia não de apresenta isócrona. Sendo assim, as fórmulas de compasso têm de ser mudadas obedecendo aos novos momentos tônicos.
Estas mudanças acontecem em longos, médios e pequenos trechos, e, até mesmo em uma única frase musical, necessitando de grafias específicas tais como:
alternância de compasso -
quando as melodias apresentam constante alternância do momento tônico durante um longo trecho, indica-se no início da obra. Alternância de:
                      
 

Observação importante: o tempo de duração da colcheia do compasso composto 6/8 é igual ao tempo da colcheia compasso 2/4.

Ainda Compassos mistos - quando o caráter da tonicidade dos compassos alternados forma um motivo composto, assim como os vocábulos compostos (guarda-chuva; pé de moleque), colocamos como fórmula a soma dos tempos dos compasso, dividindo com uma barra pontilhada a tônica camuflada: Exemplo

42 - O que são agrupamentos de compassos para a formação de um único vocábulo?

Quando a tonicidade por barra pontilhada inexiste, esta desaparece, surgindo compassos binários, ternários e quaternários com fórmulas que indicam somente o número das figuras no compasso.
O agrupamento binário, ternário ou quaternário varia conforme o caráter da melodia. Os tempos não isócronos são marcados com durações diversas mantendo a duração das figuras. Ligam-se as bandeirolas no caso das figuras que as têm, indicando os agrupamentos que formam os tempos, deixando bem definida a divisão do compasso: Exemplo
  

A melodia pode também apresentar tonicidade de 5 em 5 tempos; compassos quinários.

43 - O que são compassos tempos?

Costumam-se, quando os tempos tônicos se sucedem de 4 em 4 compassos, 2 em 2 compassos ou de 3 em 3 compassos, anunciar respectivamente, “ritmo de quatro batute”, “ritmo de 2 batute” e “ritmo de 3 batute”. Ex 2o. movimento da 9a. sinfonia de L.V. Beethoven.
Neste caso as unidades de tempo reais são representadas pelas unidades de compasso grafadas.
Observação importante: Na época de L.V.Beethoven considerava-se 1 compasso forte (tônico) e 1 ou mais compassos fracos (não tônicos). Para melhor compreensão do motivo é preciso acoplar 2 ou mais compassos.
Ex: 5a. sinfonia de Beethoven - 1o. movimento: 7a. sinfonia do mesmo - Introdução do 1o. movimento; O aprendiz do feiticeiro - Paul Dukas.

44 - Qual a parte forte das subdivisões dos tempos dos compassos?

A primeira.            

 

45 - Quais a(s) parte (s) fraca(s) das subdivisões dos tempos dos compassos?

Fora a primeira, as demais.

 

46 - O que é síncope e contratempo?

Sincope - É o prolongamento do som sobre a parte forte do compasso ou parte forte do tempo.

Contratempo - é todo tempo fraco 2; 3;4;etc. e toda parte fraca das subdivisões do tempo.

Também é dado o nome de contratempo ao aproveitamento sonoro só dos tempos fracos ou partes fracas de tempo.

 

 

 

47 – O que é motivo?

Entre as diversas definições atribuídas ao termo motivo em música usamos:

É a palavra musical - com notas e ou (relação (ões) ou intervalo(s), constituída natural e obrigatoriamente de um  acento tônico como núcleo, e mais, sons ou pausas antes (pró) e  depois (pós) do acento tônico.

 

48 – Faça um paralelo entre a linguagem falada e a linguagem musical. O que as duas têm em comum, e, o que as duas não têm em comum?

A linguagem falada e a musical têm em comum:

Articulação de um fonema = articulação de um som; Pausa  entre as articulações de silabas e palavras = pausa  entre articulações de elemento rítmico (unidade de tempo) e motivos (rítmicos e melódicos); Letra = nota; Pausa grafada com espaço inter palavras = pausa grafada por sinais correspondentes às figuras; Sílaba = unidade de tempo; Uma letra ou agrupamento de letras para uma sílaba = um som ou agrupamento de sons para uma unidade de tempo.

palavras = motivos (rítmico e melódico); Meias frases = meias frases; Períodos = períodos; Discursos = discursos; Formas literárias (prosa - poesiateses - etc) = formas musicais (sonata - fuga – suítes - etc).

 

49 – Dê palavras faladas de 1, 2, 3 sílabas, e polissílabas que se identificam com os motivos de 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 tempos.

vocábulos:                                               compassos:           

monossílabos:  pá -------------------------    1 tempo      

dissílabos:       i-pê-----------------------       2 tempos       

trissílabos:      pi-a-no-------------------       3 tempos

polissílabos:    a-ma-zo-nas---------         4 tempos;  me-tro-nô-mi-co----- 5 tempos; me-tò-di-ca-men-te---  6 tempos;  in-su-pe-rà-vel-men-te-- 7 tempos   

 

50 – Defina e dê exemplo de motivo: a) tético; b) atético; c) protético; d) proatético; e) terminação tônica ou masculina; e terminação postônica ou feminina, e, quais são suas possíveis combinações?

 

Nos exemplos abaixo a seta indica o tempo tônico, primeiro tempo e primeira parte de uma possível subdivisão deste primeiro tempo. Quando houver subdivisão deste primeiro tempo consideraremos como terminação póstônica ou feminina mantendo unicamente a primeira parte desta subdivisão como momento tônico.

Os segundo, terceiro e quarto e demais tempos possíveis dos motivos musicais (até 15 tempos) podem ser subdivididos a bel prazer não alterando a constituição do motivo. Nestes exemplos usamos só até o segundo tempo.

 

 

Motivo tético

                     

 

Motivo postético

                            

Protético

 

Motivo propostético

Motivo proatético:

 

                     em contratempo              

 

Motivo proatético :

                                                   em síncopa

 

Motivo proposatético:
                   em contratempo

 

Motivo proposatético

                                                 em síncope

Motivo posatético

em contratempo

 

 

 

Resgatando a verdadeira definição e uso da «barra de compasso»

51 - Quais os tipos de barras de compasso que existem?

Barra simples de linha fina:

A barra de compasso de linha fina anuncia o centro tônico do motivo musical e não separa os compassos como é amplamente divulgado. Após a barra, encontra-se o acento tônico do motivo musical e também o acento tônico da palavra ou métrica da versificação quando há um texto a ser musicado. Por isso deve-se praticar a leitura de música visualizando a barra de compasso como centro tônico do motivo analisando sempre a possibilidade de prótese e ou terminação pós tônica ou feminina. Desta forma o músico reconhecerá mais rápido o tipo de motivo musical a ser executado. Este conceito, pouco difundido, devolve à barra de compasso a sua verdadeira função que facilita a compreensão segura dos sete tipos de motivos da métrica musical na leitura de uma partitura.

Barra dupla de linhas finas: representa fim parcial ou de seção da música e não estão vinculadas ao anúncio do tempo tônico (1º tempo) como a barra de compasso de linha fina.

Barra dupla com uma linha fina e outra grossa: representa fim total podendo aparecer a qualquer tempo.

 

 

 de linha fina.  de parte de música de fim de trechos mais completos    

 

 

                

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cláudio Stephan

cstephan@stephan.com.br  cstephan@terra.com.br   www.stephan.mus.br     Tel 5031 6089

 

53 – Como pode o código musical indicar que um trecho de música deva ser repetido? Demonstre os códigos das repetições em música.?

Além de outras indicações existem barras que indicam repetição:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E mais,
a barra de repetição, e suas possíveis «casas» 1; 2; 3 etc, também são colocadas ao final da frase obedecendo as terminações do ultimo motivo. 

 

 

 

 

 

54 - O que é espaço?

Extensão indefinida – entre duas linhas – espaço por intervalo de tempos em tempos – intervalo – espaço ou distancia entre dois pontos ou entre dois objetos - distancia –

No código musical também pode ser o que separa dois sons: graves e agudos.

 

 

 

 

 

 

 

54 - O que é som e o que é silêncio?

Som - Movimento vibratório, imprimido a um corpo elástico e comunicado em seguida por este ao fluido que o rodeia, e transmitido finalmente por este fluido até ao ouvido que lhe recebe a impressão.

Silêncio - interrupção de som ou ruído

 

55 - O que é vibração?

Movimento rápido que um corpo elástico executa.

 

56 - O que é som : “grave”; “médio”; “agudo”?

A gama sonora percebida pelo ouvido humano vai de 16 até 32000 vibrações por segundo, partindo dos sons graves para os sons agudos. Em música dividimos esta gama em "10 oitavas".

Uma oitava compõem a extensão de uma escala diatônica Ocidental que tem 7 sons diferentes mais a repetição do primeiro. Podemos dividir a grosso modo em 3.3 oitavas para a região grave, média e aguda. Deprende-se que sons graves tem menos vibrações que os sons agudos.

 

57 - Qual a diferença entre som e ruído?

Som é composto de vibrações constantes e isócronas sem interferências. Ruído caso contrário.

 

58 - O que é som conjunto? O que é som disjunto?

Sons conjunto quando estão próximos dentro da formação da escala em questão, disjuntos quando separados por u m ou mais sons desta escala.

Observação: Escala é uma reunião didática dos sons usados por um povo em sua música e denomina-se tonalidade. Tonalidade sistema musical de um povo.

 

59 - O que é relação e ou “intervalo” entre dois sons?

Nesta resposta procuramos traçar um paralelo importante entre estas duas palavras que explicam o relacionamento entre os sons no espaço e no código escrito em partitura musical. 

Dois sons se relacionam quando são produzidos, ao mesmo tempo (harmonicamente), ou, em tempos diferentes (melodicamente), dentro de no máximo10 segundos, dando ao ouvido humano a sensação de consonância ou dissonância. Esta relação é "medida" pelo no espaço físico do código musical pelo "intervalo" que denominamos: uníssono, segunda, terça, quarta quinta, sexta, sétima, oitavo, nona etc.

Note-se que no relacionamento de dois ou mais sons não há intervalo físico. As moléculas que vibram não estão separadas por intervalo de segunda, terça etc..., Esta nomenclatura enfatizamos, só se dá no espaço físico do código musical.

 

60 - O que é nota?

Nota é o som escrito, assim como a letra é o fonema codificado.

 

61 -  Nomeie as notas que você conhece, na forma latina e por letra. O que são sinais diatônicos ou acidentes?

 Nos países de língua latina: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si.
Nos de língua germânica e inglesa: C, D, E, F, G, A, H e B.
Cuidado com esta diferença: a nota si na língua inglesa é a letra B e na língua germânica é a letra H

Usamos o sinal diatônico ou acidentes para nomear os outros sons além dos acima descritos.

sustenido                                            bemol                  e                       bequadro

#.jpg (183 bytes)                                                        b.gif (167 bytes)                                                   bequa.gif (162 bytes)

Cada um destes sinais diatônicos juntos às sete notas obtemos:
em língua latina: dó# - dó sustenido; ré# - ré sustenido; mi# - mi sustenido; fá# - fá sustenido; sol# - sol sustenido; lá# - lá sustenido; si# - si sustenido.
Em língua germânica - Kreuz - que abrevia-se: Cis; Dis; Eis; Fis; Gis; Ais; His.
Em língua inglesa - sharp -: C sharp; D sharp; E sharp; F sharp; G sharp; A sharp; B sharp.

Ainda obtemos outras sete notas acrescentando os sinais diatônicos chamado:
em língua latina - bemoldób - dó bemol; réb - ré bemol; mib - mi bemol; fáb - fá bemol; solb sol bemol; láb - lá bemol; sib - si bemol.
em língua germânica - Erniedrigungszeichen - (que abrevia-se) - Ces; Des; Es; Fes; Ges; As; B.
em língua inglesa - flat - C flat; D flat; E flat; F flat; G flat; A flat; B flat.

E ainda, apesar de serem pouco usadas, temos mais os seguintes sinais diatônicos:

dobrado sustenido - e dobrado bemol -     em língua latina;
Doppel Kreuz e Doppel B - em língua germânica, e,
double sharp e double flat - em língua inglesa.

Para anular estes sinais usamos o sinal diatônico:
bequadro – em língua latina
Auflösungszeichen - em língua germânica, e,
«natural» - em língua inglesa.
Observação importante - a palavra - natural - induz erroneamente que as notas com sinais diatônicos são artificiais.

E, por fim, para anularmos graficamente um dos duplos bemóis ou sustenidos usamos a mistura de bequadro com um dos outros sinais diatônicos.

representação gráfica: beqube.gif (248 bytes)                bequsus.gif (258 bytes)

62 - O que é pauta?

São linhas e espaços onde escrevemos as “cabeças” das notas

 

 

 

 

 

 

64 - O que é linha suplementar (inferior e superior)?

São pequenas linhas acima e abaixo da pauta aumentando a possibilidade de escrevermos mais notas.

 

 

64 - O que é pentagrama?   O que é clave? Para que servem as claves? Quais você conhece? Faça o desenho e nomeie.

Pentagrama (cinco linhas) é uma parte da pauta (onze linhas) para grafarmos as notas dos instrumentos e vozes que não necessitam das onze linhas da pauta.

                                                       

 

 

65 – Qual a extensão ou gama dos sons musicais?

 

 

 

exte1.jpg (76985 bytes)
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


66 - Como são divididas e classificadas em música as regiões graves médias e agudas dos sons musicais? O que é tessitura?

As regiões são divididas em vozes musicais que tem uma tessitura própria a cada instrumento ou voz humana.

Tessitura é  o número de notas que o instrumento ou voz podem realizar.

 

67 – Como se classificam as vozes musicais?

Baixo; Barítono; Tenor; Contralto; Meio-Soprano; Soprano e violino.

68 - Explique  que as notas não sofrem alteração de lugar na pauta. Faça o quadro das pentagramas com as devidas claves localizadas na pauta de 11 linhas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

vozes1.jpg (82715 bytes)

 

 

 

69 -  Localize as notas que deram origem às claves? 

 

 

obsclagif.gif (83271 bytes)

 

 

70 – Divida e extensão sonora em blocos de oitavas no teclado do piano de concerto.

Observe-se que o órgão é o maior instrumento em número de oitavas. Ele contém dez oitavas abrangendo toda a

extensão sonora musical usada na música Ocidental.

 

teclas.jpg (78902 bytes)

 

 

 

 

71 - Como seriam as notas nas claves mais usadas?

 

notclav.jpg (77695 bytes)

 

 

 

 

 

72 - O que é tom e semitom?

Tom e semitom são dois tipos de relação entre notas conjuntas. Ex. em Dó Maior

A palavra Tom também é usada para designar a escala diatônica em uma determinada nota. Tom de Dó Maior.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

73 – De quantos semitons é formado um tom? O que é semitom cromático e semitom diatônico?

                                                

 

 

 

 

74 - O que é relação diatônica e o que é relação cromática?

Na música ocidental que usa a escala diatônica dizemos que: uma relação entre duas notas é diatônica quando estas fazem parte do TOM (escala) em questão, no caso da relação cromática quando uma das notas da relação ou ambas o não fazem parte do TOM (escala) em questão.

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

 

 

 

 

75 - O que significam as palavras: diatônico; cromático e enarmônico; tonal, politonal e atonal.

Diatônico: traduzindo  dia – através, tônica – de tons; nome da organização musical ocidentalescala diatônica; também se denomina diatônico as relações entre notas da escala diatônica;

Cromático:  através de semitons; quando as notas que se relacionam não pertencem à mesma escala diatônica – também se dá o nome de escala cromática formada de semitons (diatônicos e cromáticos), esta escala pode ser caracterizada para uso em um trecho diatônico, ou seja, dentro de uma escala diatônica, usando as notas características do ciclo tonal da escala em questão. Vide pergunta xx;

Enarmônico ou enharmônico – é a menor relação entre dois sons não temperados, como exemplo: dó# é de afinação mais alta do que réb.  Em instrumentos de afinação temperada. dá-se enarmonia ou enharmonia quando tocado um mesmo som com nomes diferentes – dó# e réb por exemplo.

Tonal – quando a música é desenvolvida obedecendo as relações pertencentes à escala diatônica Maior ou menor. Vide xx

Politonal – quando as várias vozes da música tocadas simultaneamente pertencem a diferentes tons. videxx

Atonal - música dita atonal quando pretende não obedecer às relações diatônicas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

76 - O que é tetracorde?

É uma formação de quatro sons conjuntos contendo nessa ordem a relação de Tom – Tom – Semitom

 

77 - O que é escala? O que é  escala “ascendente” e “descendente”.

Escala em música é uma organização teórica de notas “próximas” muitas vezes conjuntas que delimitam os sons com funções, afinações e realizações (condução entre eles) de um sistema musical. Para cada povo ou região do planeta terra é possível e na sua maioria já está catalogado e realizado este estudo.Compor musica “chinesa” por exemplo estudando sua escala com, suas notas, funções, afinações e realizações, mais a capacidade de “compositor”.

As palavras “ascendente” e “descendente” em música sempre se refere à disposição da grafia da pauta, pentagrama, claves e escalas. Neste caso a escala se apresenta no espaço gráfico “ascendente” e “descendente”.

Também se pode considerar “ascendente” e “descendente” o número de vibrações de um som em relação a outro. Por exemplo: A nota lá com 440 vibrações por segundo “ascendendo” para a nota si com XXX vibrações por segundo.

 

78 - O que é escala diatônica?

É a organização da escala que a música Ocidental usa. A escala diatônica Modo Maior e 4 representantes das escalas Modo Menor.

 

79 – Como é constituída a escala diatônica Modo Maior modelo para grafia de todas as escalas diatônicas Maiores?

 

                                    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

80 - Descreva a formação gráfica das escalas diatônicas Maiores.

 

 

 

 

 

 

81 – Descreva a formação gráfica das escalas diatônicas Maiores com sustenidos.

                                   

 

 

 

 

 

 

82 – Explique a formação das escalas diatônicas de Dó Maior e Sol Maior.

                                                                                                                                                                                                                                                                  

                                                   dosol.jpg (80861 bytes)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

83 – A partir da pergunta No.82 faça o quadro das escalas diatônicas  Maiores com sustenidos.

teoescsu.jpg (88571 bytes)

 quadesca.gif (10013 bytes)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

84 - O que é nota característica?

Em todos os tons Maiores e menores existe uma nota característica intrínseca.
Sendo a mesma tanto em sua origem física (vide origem da escala diatônica)
como na sua grafia.
Constata-se na formação das escalas que usa o tetracorde superior que o grau de «movimento» - VII -, a sensível, será a nota característica das escalas diatônicas com sustenidos, e,
E, quando se usa na formação das escalas o tetracorde inferior o grau de « movimento»  - IV -  a sub-dominante será a nota característica das escalas diatônicas com bemóis.

 

 

cap6noca.jpg (87969 bytes)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

85 – Faça o quadro das escalas diatônicas Maiores com sustenidos determinando a nota característica.

escsus.jpg (80486 bytes)

 


 

86 - Formação gráfica das escalas diatônicas com bemóis

teoescbe.jpg (92313 bytes)

 

 

 

 

 

87 – Descreva a grafia e formação das escalas diatônicas dóM e fáM.

                                               forescbe.jpg (80650 bytes)

 

 

 

 

 

88 – A partir da formação da escala de FáM faça o quadro das escalas  diatônicas Maiores com bemóis.

escbemgif.jpg (88510 bytes)

 

 

 

 

89 – Faça o quadro das escalas diatônicas em bemóis e suas respectivas notas características

 

 


Armadura de clave das escalas com sustenidos e bemóis e sua nota característica


 

 

 

 

 

 


                                                  escbem.jpg (80489 bytes)

 

 

 

 

 

 

 Cláudio Stephan Junho de 2003

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

90 - Faça o quadro completo com armadura de clave das escalas diatônicas Maiores com bemóis e sustenidos. (repete 64)

quadesca.gif (10013 bytes)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

91 – Qual a posição da tônica 1º grau das escalas em relação à armadura de Clave?

cap6fig3.jpg (83142 bytes)

 

 

92 – Qual a seqüência de tônicas na formação física das escalas diatônicas?

As tônicas das escalas diatônicas estão entre si em relação de 4as. e 5as. "ascendentes" e "descendentes" respectivamente na sua origem física e na formação gráfica das escalas, exemplos:
Dó Maior (tônica dó)
e Sol Maior (tônica sol) dó ré mi fá sol, relação de 5a. "ascendente", e, dó si lá sol, relação de 4a."descendente";
Dó Maior ( tônica dó )
e fá Maior ( tônica fá ) dó si lá sol fá, relação de 5a."descendente", e, dó ré mi fá, relação de 4a. "ascendente".

93 - Qual a relação entre os sustenidos e bemóis das armaduras de claves das escalas diatônicas?

Tal qual acontece com as tônicas da pergunta 74, o mesmo se dá nas relações entre os sustenidos e bemóis das armaduras de claves em sua formação gráfica, exemplos:
Fá sustenido e dó sustenido da armadura de clave da escala diatônica de Ré Maior fá sol lá si dó, relação de 5a. "ascendente", e, fá mi re dó, relação de 4a. "descendente”, e ,
Si bemol e mi bemol da armadura de clave da escala diatônica de Sib Maior sib dó ré mib, relação de 4a. "ascendente”, e, Sib lá sol fá mib, relação de 5a. "descendente".

94 – Qual a seqüência de tônicas e sinais diatônicos na formação física das escalas diatônicas?

As observações das perguntas 74 e 75 nos ajudam a gravar em memória a seqüência das tônicas em sua formação física, e,
a seqüência dos sustenidos e bemóis nas respectivas armaduras de claves:
 
das escalas com sustenidos - dó; sol; ré; lá; mi; si; fá# e dó#.
das escalas com bemóis - dó; fá; sib; mib; láb; réb; solb e dób.
Seqüência de sustenidos nas armaduras de claves das escalas diatônicas:

fá#; dó#; sol#; ré#; lá#; mi# e si#. fig1cap6.jpg (3573 bytes) 

Seqüência de bemóis das armaduras de claves das escalas diatônicas:

sib; mib; láb; réb; solb; dób e fáb. cap6fig2.jpg (2739 bytes)

 

95 - Existem escalas diatônicas Maiores com dobrados sustenidos e dobrados bemóis?

cap7.jpg (83422 bytes)

 

Graus tonais e graus modais


96 – O que são graus tonais, e, qual o seu uso?

São as notas fundamentais do ciclo tonal estético, e, formadores físicos da escala diatônica Maior. Estas fundamentais por "coincidência" se encontram nos seguintes graus da escala diatônica:

I - tônica

IV - sub-dominante

V - dominante

Usamo-las para proceder às modulações a tons "vizinhos", ou seja, passarmos de um tom para outro vizinho de origem e formação.
Ex. Estando em uma melodia no tom dó Maior, modulamos para sol Maior ou fá Maior tons vizinho de origem e formação do mesmo. Esta é uma modulação de fácil assimilação pelo ouvinte dada à própria origem que é a natureza.

97 – O que são graus Modais e para que servem?

Os graus modais são responsáveis pela formação dos modos menores da escala diatônica Maior e se encontram nos seguintes graus da escala diatônica:

III - mediante

VI - sobre dominante

VII - sensível

Quando alteramos por semitom cromático descendente um dos graus modais  da escala diatônica Maior, obtemos um dos modos menores da mesma.

III - IIIb

VI - VIb

VII - VIIb

98 - Por que a denominação “menor”?

A denominação menor se dá porque "diminui-se" a relação entre a tônica e os graus modais.

 

Escalas diatônicas modos menores

 

99 – Qual  diferença entre e os modos menores.

A tonalidade diatônica Maior é imutável e definida por dois tetracordes fixos e iguais.

A tonalidade diatônica modo menor, varia de acordo com a alteração de um a três dos graus modais (responsáveis pelos modos menores): III - VI - VII, na condução melódica "ascendente" ou "descendente" da escala em questão.
Como curiosidade informamos que é possível obter 64 escalas menores desde que combinemos o uso dos três graus modais «ascendente e descendentemente».
 

100 - Quais a passos para a transformação da escala diatônica Maior em  modo menor?

Nossa orientação  será em primeiro lugar transformar a escala diatônica Maior em quatro tipos mais usados de escalas menores, e, em segundo lugar, no capítulo 11, tratar da relatividade entre a escala diatônica Maior e a escala diatônica menor.
onde a escala menor Hipodórica será responsável pela grafia da armadura de clave das escalas menores, e, finalmente, no capítulo 12 um quadro com a grafia da armadura de clave das escalas: modo Maior, e os modos menores mais usados: hipodórico; harmônico; melódico e, misto ou Bachiano.

101 – Transforme a escala diatônica Maior em 4 modos menores mais usados:

Modo menor hipodórico, também chamado de menor antigo ou menor natural;
Modo menor melódico;
Modo menor harmônico;
Modo menor misto
, também chamado bachiano.
Dê exemplos no tom de Dó Maior transformando-o nos quatro modos menores acima descritos.

O modo menor hipodórico é o modelo histórico das escalas menores. Originou-se nos modos gregos;

 E é o ponto de partida para o estudo dos outros modos menores, e ainda, é usado para a grafia da notação da armadura de clave das escalas menores (vide cap. 11).
No modo menor hipodórico altera - se para meio-tom "descendente”   os três graus modais, III - IV - VII, nos movimentos melódicos "ascendente" e "descendente".

No modo menor harmônico altera-se meio tom abaixo o III e VI graus nos movimentos melódicos "ascendente" e "descendente”, e têm como característica sonora a relação de tom e meio entre o VI e VII graus que dá a impressão de música árabe.

O modo menor melódico tem como característica a variação nos VI e VII graus na condução melódica "ascendente" e "descendente" da escala.
No movimento "ascendente"  só se altera o III grau, mantendo os graus VI e VII inalterados, tal qual na escala Maior.
No movimento "descendente" altera-se os três graus modais  III  VI  VII como no modo menor hipodórico.

O modo menor misto ou bachiano é o mais estável dos 4 modos menores, facilitando seu uso no acoplamento de várias melodias (contraponto), tendo sido muito usado por J.S. Bach (1685 - 1750) em sua obra essencialmente contrapontística.
A denominação misto decorre porque o tetracorde inferior é do modo menor e o tetracorde superior do modo maior.
Altera-se sòmente o III grau no movimento melódico "ascendente" e "descendente".

102 – Faça o quadro das escalas menores a partir da transformação da homônima Maior.

Escala diatônica modelo - dó menor –

pensar ou colocar todas

Escalas menores em sustenidos:
sol menor - ré menor - lá menor - mi menor - si menor - fá#menor - dó# menor

Escalas menores em bemóis:
fá menor - sib menor - mib menor - láb menor - réb menor - solb menor - dób menor.

 

103 - Destaque a "relatividade" entre a escala Maior e a escala menor hipodórica, e explique como grafamos a armadura de clave das escalas menores?

Há somente relatividade entre as escalas: diatônica Maior, e a escala menor hipodórica.

Esta identidade se dá por terem o mesmo número de graus e incidência de sinais diatônicos, sendo utilizada para grafarmos a armadura de clave das escalas diatônicas menores. Note-se que Lá m Hipodórico não usa nenhum sinal diatônico tal qual Dó Maior, dando aos teóricos esta facilidade.

104 - Apresente o quadro das escalas relativas.

Comparando o quadro das escalas maiores e quatro modos menores (cap.10), vamos notar esta identidade entre a escala Maior e uma escala modo menor hipodórico situada invariavelmente em relação de tom e meio entre as duas tônicas.

Exemplo na escala modelo - dó Maior - lá menor hipodórico

 

Quadro das escalas relativas:

Escalas Maiores e menores relativas - em sustenidos

sol Maior - mi menor hipodórico

ré Maior - si menor hipodórico

lá Maior - fá# menor hipodórico

mi Maior - dó# menor hipodórico

si Maior - sol # menor hipodórico

fá# Maior - ré# menor hipodórico

dó# Maior - lá# menor hipodórico


Escalas Maiores e menores relativas - em bemóis

fá Maior - ré menor hipodórico

sib Maior - sol menor hipodórico

mib Maior - dó menor hipodórico

láb Maior - fá menor hipodórico

réb Maior - sib menor hipodórico

solb Maior - mib menor hipodórico

dób Maior - láb menor hipodórico

 

105 - O que são escalas homônimas?

Chama-se de escalas homônimas a coincidência na denominação da mesma tônica, I grau, nos diferentes modos.
Maior - menor harmônico - menor melódico etc.

106 – Como grafar nas partituras as escalas menores harmônica, melódica e mista usando alterações ocorrentes de caracterizações destes modos menores?

 Próximo passo - Quadro da grafia da armadura de clave das escalas - diatônica Maior e de quatro modos menores mais usados.

vide quadro abaixo com som, graus, armadura de clave e sinais diatônicos ocorrentes dos modos menores harmônico; melódico e misto ou bachiano.

Quadro das armaduras de clave do modo Maior e sua relativa menor modo hipodórico e acidentes ocorrentes determinantes dos modos menores: melódico, harmônico e misto.

Note-se que os graus característicos dos modos menores estão em semibreve.

 

 

107 – Qual a validade dos sinais diatônicos anotados nas armaduras de Clave?’

Os sinais diatônicos ( sustenidos, bemóis e bequadros ) anotados na armadura de clave valem para toda a obra, até anotação em contrário, e também para toda a tessitura da gama sonora.

108 – Qual a validade dos sinais diatônicos ocorrentes, ou seja, que aparecem no decorrer da partitura?

Os sinais diatônicos (sustenidos, bemóis e bequadros) ocorrentes valem unicamente para o compasso onde está grafado e para toda a tessitura da gama sonora que for usada neste compasso.

109 – Qual a novidade na grafia dos sinais diatônicos?

Atualmente as bulas (notas explicativas das obras) dos compositores modernos indicam que os sinais diatônicos tem validade única e exclusivamente para a nota em questão.

110 - O que é escala cromática?

Pode-se definir a escala cromática como um glissando por todos os semitons internos aos tons da escala diatônica, ou ainda, como uma sucessão de semitons cromáticos e diatônicos acrescentados inter graus da escala diatônica.

111 – Como se grafa comumente a escala cromática, ou seja, sem observar as leis da tonalidade Ocidental?

Na escala cromática "ascendente” usa-se sustenidos, pois este sinal diatônico reforça este movimento.
Na escala cromática "descendente” uso-se bemóis, pois estes também reforçam este movimento.

112 – Quais as normas devemos observar para grafar a escala cromática com as características da escala diatômica?

Não podemos nos esquecer que a execução de uma escala cromática em uma melodia com um determinado tom e modo nos instrumentos de som não fixo apresenta, os sons diatônicos do tom e modo em questão e também a(s) nota(s) característica(s) dos tons e modos do ciclo tonal a que ele faz parte.
As normas a seguir são:
1 - grafando a(s) nota(s) diatônicas do tom e modo em questão.
2 – Acrescentando as notas característica dos tons pertencentes ao ciclo tonal do tom em questão.
Assim, nas escalas Maiores:
1 - No movimento "ascendente" usa-se além das notas diatônicas do tom a nota característica (IV grau) do tom Maior situado 5a. abaixo do ciclo tonal do tom em questão. EX:
 em dó Maior: sib semitom cromático, si semitom diatônico dó. 

2 - No movimento "descendente" usa-se além das notas diatônicas do tom a nota característica (VII grau) do tom Maior situado 5a. acima do ciclo tonal do tom em questão. EX:

EX. em dó Maior: fá#                            fá bequadro                            mi
                                    semitom cromático                   semitom diatônico

3 -  Completa-se a escala com os semitons cromáticos  "ascendentemente" com sustenidos e "descendentemente" com bemóis:

EX - escala cromática de dó Maior

Exemplificamos a escala cromática no modo lá menor harmônico.
1 -  Grafa-se todas as notas diatônicas da escala menor diatônica em questão-
EX - lá menor harmônica

2 - As notas cromáticas não podem ser estranhas ou não diatônicas a nenhuma escala do ciclo tonal da escala em questão.

ciclo tonal de lá menor harmônico

fá Maior
 ré menor

dó Maior
lá menor

sol Maior
mi menor

    

                 grafia da escala cromática de lá menor harmônica

 

113 – Fazer quadro das escalas cromáticas nos tons Maiores.

solM

réM

láM

miM

siM

fá#M

dó#M

dóM

 

 

 

 

 

 

fáM

sibM

mibM

lábM

rébM

solbM

dóbM

114 – Fazer quadro das escalas cromáticas nos tons menores harmônicos.

solm

rém

lám

mim

sim

fa#m

dó#m

Dom

 

 

 

 

 

 

Fám

sibm

mibm

lábm

rébm

solbm

dóbm

 

115 -  O fenômeno físico da ressonância dá origem ao ciclo tonal natural que por sua vez constata  uma seqüência de baixos muito importante. Qual é esta relação e qual a seqüência “ascendente e descendente”.

À sequência em relações de 5as. das escalas diatônicas Maiores constata em sua formação  o  ciclo tonal natural criando entre as mesmas  relações de 5as. "ascendentes" e 5as. "descendentes" a partir do Dó central.
Dób Solb Réb Láb Mib Sib Fá
Sol Ré Lá Mi Si Fá# Dó#

116 – O ciclo tonal estético produto do ciclo tonal natural também constata  a vizinhança que uma escala diatônica tem em relação a uma outra escala diatônica situada em relação de 5a. "acima" e uma em relação de 5a. "abaixo", e mais suas relativas menores. Faça o quadro tendo dó Maior como centro deste ciclo.

fá Maior

 

dó Maior

 

sol Maior

 

5a. abaixo   WB01343_.gif (599 bytes)

 

5a. acima
WB01345_.gif (616 bytes)

 

ré menor    

 

lá menor   

 

mi menor

 

117 – Para que servem estes ciclos tonais?

Estes ciclos, natural e estético, produtos da ressonância física natural do som é que são as origens da escala diatônica representante do sistema musical ocidental.
vide origem da escala diatônica

118 – Como se processa a modulação, mudanças de tom e modo na obra musical? Dê um exemplo.

Dentro deste ciclo, as mudanças de tom e modo (modulação), operados no desenvolvimento da obra musical em relação ao tom principal, estão subordinadas somente ao uso da nota característica do tom pretendido, sendo por isso fácil de se realizar.
Ex. A modulação de dó Maior para sol Maior realiza-se usando o fá sustenido, nota característica de sól Maior. Já as outras notas comuns aos dois tons tomam imediatamente as novas afinações de função provocadas pela situação criada acusticamente.

119 – Como se chamam as modulações que se dão dentro do Ciclo Tonal?

As modulações dentro do ciclo tonal podem ser chamadas de modulações a tons vizinhos, e fora disto, são chamadas de modulações a tons afastados. Voltaremos ao assunto com mais profundidade.

120 – Faça o quadro dos ciclos tonais.

escalas em sustenidos

 

5a.abaixoWB01343_.gif (599 bytes)

tom principal

5a.acima
WB01345_.gif (616 bytes)

dó Maior
lá menor

sol Maior
mi menor  

ré Maior
si menor

sol Maior
mi menor

ré Maior
 si menor   

lá Maior
fá# menor

ré Maior
si menor

lá Maior
fá# menor  

mi Maior
dó# menor

lá Maior
fá# menor

mi Maior
dó# menor

si Maior
sol# menor

mi Maior
dó# menor

si Maior
sol# menor    

fá# Maior
ré# menor

si Maior
sol# menor

fá# Maior
ré# menor

dó# Maior
lá# menor

fá# Maior
ré# menor

dó# Maior
lá# menor

sol# Maior
mí# menor



escalas em bemóis

 

 

5a. abaixoWB01343_1.gif (599 bytes)

tom principal  

WB01345_1.gif (616 bytes)5a. acima

sib Maior
sol menor

fá Maior
  ré menor   

dó Maior
lá menor

mib Maior
dó menor

sib Maior
sol menor

fá Maior
ré menor

láb Maior
fá menor

mib Maior
dó menor

sib Maior
sol menor

réb Maior
sib Maior

láb Maior
fá menor  

mib Maior
dó menor

solb Maior
mib menor

réb Maior
sib menor

láb Maior
fá menor

dób Maior
láb menor

solb Maior
mib menor

réb Maior
sib menor

fáb Maior
réb menor

dób Maior
láb menor

solb Maior
mib menor

 

121 – Do que depende a evolução da arte musical?

A evolução da arte musical dependeu e dependerá da observação e compreensão pelo ser humano do fenômeno da ressonância:
a série harmônica.
Todos os povos usam sons retirados desta série na organização da escala de sua arte musical, e seus instrumentos, por mais primitivos ou sofisticados que sejam, são orientados tecnicamente pelos sons harmônicos extraídos da física natural desta ressonância sonora. Na música Ocidental a relação entre os graus de «movimento»  II - IV - V - VI - VII,e de «repouso» I - III - V com suas afinações "altas"e "baixas" e resoluções naturais gerando o   fenômeno psico-fisiológico no ouvido humano é que são responsáveis pela compreensão da dualidade Arsis e Thesis - ou impulso/repouso-relativo; possibilitando elementos rítmicos, melódicos e harmônicos que formam as frases, períodos e as formas da arte musical.

122 – Qual a origem da escala diatônica Maior?

A escala diatônica Maior, representante da música Ocidental, não se apresenta como a conhecemos nos métodos de teoria musical, ou seja, numa seqüência de graus conjuntos "ascendentes" e graus conjuntos "descendentes".
A escala diatônica é produto da relação entre dois sons fundamentais e seus harmônicos. Estes dois sons são conhecidos como: Dominante grau de «movimento» e Tônica grau de «repouso», respectivamente V e I graus da escala diatônica Maior.
Assim: na audição e sensação de impulso ou dissonância dos nove primeiros sons da série harmônica da dominante obtemos os seguintes graus de «movimento» da escala diatônica Maior na qual destacamos as não repetidas: V II V VII II IV V VI.
Resolve-se esta dissonância na audição dos seis primeiros sons da série harmônica da tônica com a sensação de repouso-relativo ou consonância, obtendo os graus de «repouso» I I  V I III e o V grau de «movimento». Desconsiderando os graus repetidos completamos todos os graus da escala diatônica Maior.
Formemos como exemplo a escala diatônica de Dó Maior:
Dos oito primeiros sons da série harmônica da nota Sol obtemos: Sol SolSol Si Re Fá Lá, que sem os sons repetidos resta-nos os graus de «movimento»:  V-S 159 - O que é ressonância? O que é série Harmônica? Quais são as relações entre os primeiros oito sons harmônicos entre si.

 

160 - Quais os tipos de relação ou intervalo que existe entre os sons da escala diatônica?

 

161 – Quantos  tipos de segunda; terça; quarta; quinta; sexta; sétima e nona existem?.

 

162 - O que é relação consonante e quais são?

163 - O que é relação dissonante e quais são?

 

164 - O que é série harmônica; som fundamental; sons harmônicos ou parciais. Dê exemplo de uma série até o oitavo som parcial.

 

165 - Quantos sons a série harmônica contribui para a formação da escala diatônica, e quais são?

 

166 - Quantas séries harmônicas são necessárias para a formação da escala diatônica Maior?

 

167 - Forme a escala de dó Maior a partir das séries harmônicas dos sons fundamentais sol e dó.  

 

ol   II-Ré  VII-Si  IV-Fá   VI –Lá
Toquemos o acorde dissonante mais significativo do sistema musical ocidental formado por estes graus de «movimento». Resolve-se esta dissonância na audição do acorde consonante mais significativo do sistema musical ocidental que contém 2 graus de «repouso» I e III e o grau de «movimento»  - V - gerador e comum às duas séries:

 

Dó    Sol     MI

I-Dó  V-Sol  III-Mi
Assim surgiram todos os graus da escala diatônica Maior que dispostos por graus conjuntos "ascendentes" e "descendentes" obtém-se a genial ordem didática apresentada na teoria musical Ocidental: Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó
I-Dó II-Ré III-Mi IV-Fá V-Sol VI-Lá VII-Si VIII-Dó
Observo mais uma vez que o V grau, a dominante, é comum às duas séries comprovando sua força como matéria prima da música Ocidental. vide ciclo tonal estético

 

123 – Por que Tonalidade é diferente de  Tom?

Escala é uma organização de sons musicais encontrados na Série Harmônica, que utilizados por um povo, determinam as características da Arte Musical do mesmo, ou seja, sua Tonalidade.
Exemplos de Tonalidades: Tonalidade Hindú; Tonalidade Chinesa; Tonalidade Africana; Tonalidade Ocidental.
O objeto do nosso estudo é a Tonalidade Ocidental que tem como representante a formação chamada de Escala Diatônica Maior e seus Modos Menores. Estas formações se dão em diferentes "alturas ou tons" na extensão sonora. Denominando o tom pela nota em que se encontra: Ex. Tom de dó Maior; Tom de lá menor.
Enfatizando - tonalidade é a característica musical de um povo.   - tom é a localização da escala diatônica na extensão sonora.

 

124 – Dê exemplos de músicas com um Tom, com dois tons simultâneos - bitonalidade, três ou mais tons simultâneos - politonalidade e pretensa falta de tons – atonalidade.

A tonalidade ocidental usa a escala diatônica em seus diferentes tons como unidades do "discurso musical". EX
Quando se usa um Tom (Wolfgang Amadeus Mozart - sonata para piano K - 545 em Dó Maior) significa um campo onde o assunto do discurso musical pode ser desenvolvido com a lógica física do ciclo tonal resultado da ressonância do som com seus graus de «movimento» e «repouso», e, a necessidade psico-fisiológica de satisfazer esta lógica aliada ao gênio artístico é que resultam as obras desta arte.
Quando se usa dois tons (dois assuntos) dá-se a bitonalidade, (Cláudio Debussy - prelúdio "nevoeiro" do 2o. livro.)
Quando se usa mais de dois tons a politonalidade. (Cláudio Santoro - último movimento da 7a. sinfonia).
Na análise da obra musical como um todo constata-se o uso destas formas, nas diversas fases históricas desta arte .
Quanto a atonalidade, ou seja, a pretensa exclusão da lógica física do ciclo tonal resultado da ressonância do som, encontra adeptos na chamada
música atonal.

 

125 - Explique funções e afinação de função dos graus de «movimento» e de «repouso» da escala diatônica Maior.

Cada grau de «movimento» e de «repouso» da escala diatônica, tem uma função e afinação definidas. A função se caracteriza pelo relacionamento entre dois graus da escala que denominamos realização sonora e ou resolução do grau.
A necessidade de resolução é resultado da polarização gerada pela relação de 5 graus  de«movimento» da escala ( V - II - VII - IV - VI ) com os I, III graus de «repouso» e V grau de «movimento» sentido pelo homem através do fenômeno psico-fisiológico.
Psicofisiologia - Estudo dos mecanismos fisiológicos do comportamento (no caso, o ouvido) em relação com o meio  (no caso, o fenômeno da ressonância simpática do som).
 sendo não sòmente uma proposição estética. explicar

Ouvindo o exemplo seguinte  impulso/repouso-relativo

 

126 - Qual a origem da Música Tonal?

Esta polarização com resolução é que dá origem à chamada Música Tonal. Por causa deste fenômeno cada som da música ocidental, assume nas diferentes escalas, 3 afinações diferentes: afinação central, alta e baixa.
EXEMPLO:
Se um som tem 440 vibrações por segundo na afinação central de tônica transforma-se quando "sensível", para afinação alta (até 445 vibrações), e quando "sub-dominante" transforma-se em afinação baixa (até 435 vibrações por segundo).
Constata-se estas afinações distintas e nitidamente praticadas instintivamente pelo músico de instrumentos de sons não fixos: violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, flautas, oboés, clarinetas, fagotes, trompas, trompetes, trombones, tubas, violão tímpanos, ton-tons.
Mas, nos instrumentos de som fixo* a afinação de função é reduzida a uma afinação por média, pois o instrumentista não pode muda-la durante a execução.
Como exemplo: se um piano fosse construído possibilitando a afinação de função (3 para cada nota), teria 264 teclas em vez das 88 atuais.
A técnica de afinação, para instrumentos de som fixo, é chamada de temperamento igual, e, desde o século XII diferentes temperamentos foram usados na construção dos mesmos.
*piano,
órgão, celesta, teclados eletrônicos, harmônicas, xilofone, marimba, glockenspiel, vibrafone, campanas, harpa (exceptuando a harpa moderna que por meio dos pedais, pode distinguir um do# de um reb).

O TEMPERAMENTO IGUAL COLOCAR NOME E ORIGEM E ANO - permite a modulação sem limites técnicos de afinação, nos instrumentos de sons fixos.

Voltemos à afinação de função . . .

A necessidade das afinações de função é tão natural e intrínseca que a notação musical não as preve GRÀFICAMENTE, cabendo a sua realização ùnicamente ao INSTRUMENTISTA.
Neste caso "Grafia da música" vem contribuir com a conscientização teórica.

127 – Descreva cada grau de «movimento» e de «repouso» da escala diatônica com sua afinação de função.

Os graus de «repouso»: Tônica - I -; Mediante - III -; e o grau de «movimento» Dominante - V -, são de afinação estável e central, ou seja, nem alta e nem baixa, por isso não necessitam de resolução. São usadas para afinação de diapasão*.
Os graus de «movimento»: Super ou sobre tônica - II -; Sub-dominante - IV -; Superdominante - VI -; e Sensível - VII  - são de afinação variável, alta ou baixa, que provocam na sensação psico-fisiológica a necessidade de se resolver. 

128 - Descreva a resolução natural de cada grau da escala diatônica.

Tônica - I - grau de «repouso»: Para ela converge a resolução dos graus de «movimento» (II; IV; VI; VII) provocada pela sensação psico-fisiológica de conclusão do pensamento musical.
Mediante - III - grau de «repouso:
A Mediante é um dos graus responsáveis pelos modos menores que a escala diatônica Maior pode se transformar. É, por isso, um *grau modal.
Dominante -V -
grau de «movimento»: Chamado dominante porque é responsável pela origem e formação física da escala diatônica Maior. Traz em sua ressonância harmônica a matéria prima da arte musical, a série harmônica.
Nesta série cinco sons da escala diatônica, II - IV - V - VI - VII, encerram o moto do ciclo tonal, ou seja, são «graus de movimento».
Os graus de «movimento» II, IV e VII são de afinação variável (por causa da função) e necessitam de resolução.
Sôbre
ou Super-Tônica - II - grau de «movimento» tem a afinação mais alta quando resolve no - III - grau Mediante de «repouso» , II-III,   e afinação mais baixa quando resolve no - I -  Tônica, grau de «repouso» -. II-I.
Sub-Dominante - IV - grau
de «movimento»: A Sub Dominante tem afinação mais baixa quando resolve no - III- grau de «repouso» - Mediante, IV-III.
Super -Dominante -VI - grau
de «movimento»: A Super Dominante tem afinação mais baixa quando resolve na Dominante - V - grau de «movimento» ,VI-V.
Sensível - VII - grau
de «movimento»: A Sensível tem afinação mais alta quando resolve no - VIII - grau de «repouso» - Tônica,VII-VIII . Já quando "desce" para o - VI - grau de «movimento» perde a função de sensível e  sua afinação se torna mais baixa,VII-VI.
Observação: Os VI e VII Graus também são Graus Modais, ou seja, responsáveis pelos Modos Menores.

129 - O que é série harmônica?

Todo som na natureza gera uma série de outros sons que são chamados de - série harmônica. Esta série é constante em sua apresentação não importando qual o som fundamental – gerador da série. Assim entre o som fundamental e o primeiro som harmônico sempre teremos a relação de oitava justa. Entre o primeiro som harmônico e o segundo sempre teremos a relação de 5a justa.Continuando 4a. justa; 3a. Maior; 3a. Menor; 3a. Menor; 2a. Maior; 2a. Maior.

130 – Qual a característica do ciclo tonal natural?

No ciclo tonal a resolução de cada série harmônica passa de tônica momentânea para dominante dando-se continuidade ao ciclo. vide ciclo tonal natural.

131 -  Qual a característica do ciclo tonal estético?

Note-se que na resolução de cada série do ciclo tonal estético usamos só 3 sons diferentes da série, porque, na prática musical ocidental esta resolução é usada para encerrar um "assunto musical". Em "Grafia da música" denominamos esta resolução de repouso-relativo*. Textualmente a tônica 1º grau da escala diatônica é responsável pela denominação da escala.


132 - Por que a afirmativa TODO SOM É UMA DOMINANTE?

A afirmativa TODO SOM É UMA DOMINANTE justifica-se porque a natureza de todo som musical com sua série harmônica, gerada pela ressonância, encerra o grande impulso que é conhecido na teoria harmônica da música ocidental como o mais completo acorde dissonante: Acorde de nona Maior de DOMINANTE.
Como todo som musical por natureza tem sua série e seu acorde de nona maior de dominante podemos afirmar: TODO SOM É UMA DOMINANTE.
A dominante V grau da escala diatônica é também é denominado  grau tonal.

133 - O que é repouso-relativo?

 Na evolução da captação pelo Homem dos sons da série harmônica, pode ele sentir o acorde dissonante de nona Maior de dominante resolvendo em outro acorde dissonante de nona maior de dominante. Inteirando-se este ciclo natural o Homem precisou estabelecer um repouso finito e relativo para sua manifestação artística.
Para isto eliminou os sons harmônicos a partir do sexto som harmônico, denominando este acorde resultante de Acorde Perfeito Maior do 1o. grau da escala diatônica Ocidental.

134 - O que é afinação de diapasão?

É a fixação mecânica em uma afinação pré-determinada que uniformiza os instrumentos que vão tocar em conjunto.

135 – Por que não se constroem instrumentos de som fixo com afinação de função?

Com as afinações de função tornar-se-ia impraticável a construção de instrumentos de som fixo porque seria necessário 48 teclas, barras ou cordas para completarmos uma única oitava, pois, como vimos, cada som deveria ter três teclas básicas para representar as funções principais dos graus da escala:
tônica -
com afinação de diapasão; sensível - afinação de função, mais alta; sub-dominante - afinação de função, mais baixa.
Para um instrumento como o piano que tem 7 oitavas e três sons, seriam necessárias 346 teclas. Ora, o piano mais moderno tem 88 teclas somente, isto é possível porque surgiu, depois de muitas tentativas de afinações de funções fixas, um temperamento cuja divisão de uma oitava de 13 sons com 12 semitons iguais possibilitou a construção desse e de outros instrumentos de som fixo que abrangem a gama sonora usada na arte musical ocidental, mas lembramos mais uma vez, desprovida das afinações de função. E mais este temperamento tornou possível nos instrumentos de som fixo a modulação plena.
Um fato histórico importante é que após ter sido descoberta esta forma de temperamento para instrumentos de som fixo, Johann Sebastian Bach 1685 - 1750 compôs "o cravo bem temperado", coleção de 48 prelúdios e fugas em todos os tons maiores e seus homônimos menores provando a eficácia deste sistema de temperamento dentre tantos outros existentes na época.

 

136 - O que é afinação de diapasão?

Esta é a afinação de fixação mecânica que uniformiza a afinação dos instrumentos que vão tocar em conjuntos instrumentais. É necessário afinar-se todos os instrumentos de um conjunto musical em um único parâmetro. Usa-se a nota Lá com 440 vibrações por segundo ou ainda até  443 , ou, mesmo abaixo de 440, atingindo 435 vibrações por segundo.
Esta nota é tocada pelo instrumento de maior penetração auditiva do conjunto no momento, como exemplo o oboé da orquestra sinfônica ou ainda atualmente por um instrumento eletrônico de afinação.
Apesar da padronização da afinação de diapasão adotada pelos Institutos de Pesos e Medidas dos países ocidentais que é de 440 vibrações para a nota Lá 440, ela varia e variou muito, por causa da construção física dos instrumentos, desde o sec. XIII até o início do sec. XIX o Lá 440 é afinado desde 415 até 443 vibrações. (tem casos de órgãos atingirem 445 vibrações).
Não acreditamos serem estas afinações de diapasão estilísticas ou mesmo características de uma época, a história de construção de instrumentos demonstra a variação acima simples mente pelas circunstâncias de fabricação dos mesmos. Portanto, quando formos tocar qualquer época musical, afinemos no diapasão que melhor convier tecnicamente aos instrumentos que temos em mãos.

137 – Qual a matéria prima da arte musical?

A matéria prima da Arte Musical são os sons da série harmônica, gerados pelo fenômeno da ressonância.

138 – O que é fenômeno da ressonância?

É o fenômeno físico no qual um som sendo tocado gera uma série de sons resultantes deste fundamental.

139 – Como se deu o desenvolvimento da arte musical?

O desenvolvimento da Arte Musical se deu graças à utilização dos sons da série harmônica.

140 – O que é ressonância?

Repercussão de sons.

141 – O que é ressonância simpática?

É a série de sons gerada pela repercussão de um som fundamental.

142 - O que é Série Harmônica?

A série harmônica é uma família de sons, gerada por um som musical que chamamos de som fundamental.

143 -  Como se deu a evolução musical?

Graças a cada som da série harmônica, tornado audível e útil através da evolução dos instrumentos musicais.
O acréscimo de cada som harmônico na prática musical significou etapas marcantes na história do desenvolvimento técnico e estético desta arte.

144 – Quais são os 8 primeiros sons da série harmônica do som fundamental Dó?Escreva em código musical.

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145 – A série harmônica se apresenta sempre com as mesmas relações entre seus sons conforme o som fundamental?Qual é a relação entre os sons harmônicos?

 A série harmônica constitui-se sempre da mesma forma, não importando qual seja o som fundamental.

146 – Qual é a constituição da série harmônica?

A série harmônica é gerada por um som denominado Fundamental, dando origem a uma série de sons parciais ou harmônicos.

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